Chefs e empresários aderem ao mercado sem glúten no Brasil
O portal SpecialGourmets, uma iniciativa brasileira e atualmente o maior guia mundial de estabelecimentos com opções para pessoas que devem seguir dietas especiais (sem glúten, lactose e outros alérgenos alimentares), já registra centenas de iniciativas brasileiras para atender o mercado de consumidores que devem seguir uma dieta isenta de glúten. Embora ainda em número reduzido se comparado à outros países, já são quase 500 o número de restaurantes, lojas e hotéis cadastrados no Brasil que oferecem produtos e opções de cardápio sem glúten. As opções vão desde lojas especializadas em pães, bolos, biscoitos, torradas e massas, até restaurantes que oferecem cardápios especiais, incluindo pizza, crepes, tortas e sobremesas especiais para a dieta. A cerveja sem glúten também recentemente passou a ser importada para o país.
O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada e centeio e que, para um grupo de pessoas, desencadeia uma reação auto-imune séria mesmo em quantidades imperceptíveis, podendo causar problemas diversos a curto prazo e longo prazo (como complicações gastrointestinais, deficiências nutricionais, fadiga, e até mesmo osteoporose e aumento na probabilidade de câncer se não tratado). Quase 1% da população de países na América do Norte, do Sul, Europa, Oceania e mesmo alguns países na África e Ásia tem este problema – frequentemente sem saber a origem dos desconfortos que lhes afligem. O único tratamento é a eliminação completa e permanente do glúten da dieta. Ou seja, pães, massas, pizzas, cerveja, bolos, biscoitos, tortas e tudo que possa ter entrado em contato com o glúten deve ser eliminado da dieta.
Atendendo à crescente demanda, o mercado gastronômico e alimentício voltado aos adeptos da dieta sem glúten tem de fato testemunhado uma explosão de crescimento sem precedentes. Em centenas de cidades no mundo todo surgem diariamente restaurantes, cantinas, pizzarias, fast foods e bares com cardápios sem glúten. Nos Estados Unidos, por exemplo, o setor vem crescendo a uma média de 28% ao ano desde 2004, e na Itália, quem diria, já existem mais de 1000 pizzarias, trattorias e cantinas que servem massas, pizza e outros alimentos sem glúten.
No Brasil, as estatísticas de prevalência da doença não parecem diferir daquelas observadas em outros países: em São Paulo, por exemplo, estimou-se que a prevalência seria de no mínimo 1 entre 214 pessoas, o que extrapolado para o país equivaleria a quase 1 milhão de pessoas. Embora a maioria destas pessoas ainda não seja diagnosticada, a taxa de diagnóstico vem aumentando. Ao mercado de consumidores somam-se ainda familiares de celíacos, bem como alérgicos ao trigo, adeptos da dieta ‘sem glúten e sem caseína’, dentre outros.
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