FRIGORÍFICOS

Empresas querem mais prazo para mapear fornecedores na Amazônia



08.04.2010 - 08:12

Em encontro na sede da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), em São Paulo, os frigoríficos Marfrig e Minerva apresentaram resultado abaixo do acordado junto ao Greenpeace, em outubro de 2009, para cadastrar e mapear todas as fazendas de seus fornecedores – diretos e indiretos – na Amazônia.

Após a primeira etapa do projeto, que consistia do cadastro e mapeamento das fazendas fornecedoras de bovinos, as empresas mostraram avanços significativos e reiteraram compromisso de assegurar clientes e consumidores, que os produtos que comercializam não contribuem para o desmatamento da Amazônia.

A Marfrig informou que já monitora 80% dos fornecedores de seu volume de abate, mas ainda não tem os mapas de todas as fazendas. A JBS, encontrou-se separadamente com o Greenpeace a e apresentou relatório em que garante que até o final de abril, 80% de seu volume de abate estará cadastrado. Hoje, segundo informação da empresa, esse número é de 43%. Para completar o trabalho em todos os estados em que opera na Amazônia, a JBS também pediu um prazo adicional de 3 meses. Já o Minerva garante que desde fevereiro só compra de quem é cadastrado na Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará.

Desde que eles assinaram o compromisso contra o desmatamento na sua cadeia de produção, no último dia 5 de outubro, cerca de 14 mil hectares de floresta tombaram nas áreas de influência desses frigoríficos na Amazônia, o que corresponde a pelo menos 40% do total desmatado nos quatro meses analisados.

A Abiec, que acompanha de perto o trabalho dos frigoríficos, manifestou seu interesse em expandir a adesão ao compromisso do desmatamento zero a outros associados que atuam na região Norte do país. A entidade e as empresas pediram um prazo adicional de 3 meses para completar o cadastro das fazendas e prometem ter os mapas em novembro.