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Evento discutirá efeitos do glúten na alimentação



24.02.2011 - 01:26

A segunda edição do Glúten Free SP acontecerá em abril e maio deste ano, e continuará com o objetivo de trazer informações atualizadas e discutir sobre a excessiva ingestão de glúten na alimentação ocidental, as doenças relacionadas, os novos alimentos, e principalmente como lidar com essa proteína tão presente em nosso dia a dia. Trata-se de um movimento que envolve tanto informação quanto a aplicação de dietas e cardápios zero glúten.

O glúten é uma proteína encontrada nas sementes de alguns cereais, como trigo, cevada, aveia, triticale e centeio. Cerca de 1% da população mundial apresenta a intolerância ao glúten, que é chamada de Doença Celíaca. Essas pessoas têm que manter uma dieta totalmente sem glúten, para evitar danos à sua mucosa intestinal. Atualmente, além dos celíacos, muitas pessoas buscam manter uma dieta sem ou com pouco glúten, principalmente os adeptos da Nutrição Funcional. Em fase de desintoxicação deste tipo de dieta, os pacientes normalmente seguem uma dieta zero glúten e zero lactose. 

Entre as justificativas para se manter uma dieta sem glúten estão ser um nutriente de difícil digestão, podendo assim estimular reações do sistema imune, já que o organismo pode reconhecê-lo como um corpo estranho. Além destes, há também pessoas que têm uma hipersensibilidade ao glúten, desenvolvendo sintomas desagradáveis, principalmente devido à sua dificuldade de digestão, criando sérios problemas intestinais devido à bactérias e fungos que podem se desenvolver e, em excesso, esses microorganismos são prejudiciais e causam inflamações que levam à microfissuras na parede do intestino.

Esta hipersensibilidade pode se manifestar com diversos sintomas, como inchaço abdominal, diarréias, constipações, rinite, asma, artrite, prurido, dermatite, acne e alterações de humor, como ansiedade, depressão e até mesmo síndrome do pânico, além de uma piora da TPM (Tensão Pré-menstrual) no caso das mulheres.

Neste caso e no caso dos celíacos, os alimentos fontes de glúten deverão ser substituídos por alimentos de equivalência nutricional e energética, como farinha de arroz, fécula de batata, polvilho doce e azedo, fubá, amido e farinha de milho, tapioca, farinha de mandioca, amaranto, quinua, trigo sarraceno, inhame, araruta, entre outros. Mas é necessário consultar um nutricionista antes de alterar sua dieta, para ter uma avaliação mais completa.

Há uma grande dificuldade de se encontrar produtos industrializados sem qualquer traço de glúten, pois para isso é necessária uma produção totalmente isolada, tanto o ambiente, quanto os utensílios e até mesmo os funcionários envolvidos nessa produção não podem ser os mesmos de uma produção de alimentos com glúten. Muitas vezes, produtos industrializados que não deveriam ter glúten (como o chocolate, por exemplo), acabam tendo em seu rótulo a descrição de que podem conter traços de glúten, pois provavelmente há produção de produtos com glúten na mesma indústria.

Por outro lado, de acordo com o Dr. Thomas O`Bryan, 35% dos pacientes ainda apresentam sinais da doença celíaca após dois anos do início da dieta sem glúten; 65% dos pacientes adultos em dieta sem glúten por mais de 20 anos desenvolvem doenças ósseas; mais de 30% da população celíaca não é curada com uma dieta sem glúten.

Este ainda é um tema polêmico, que necessita de muita pesquisa e discussão. Por isso, o evento terá diversos palestrantes, alguns internacionais, como o Dr. Thomas O`Bryan, além de oferecer café da manhã e coffee break zero glúten para os participanres. Outra novidade são as aulas de culinária zero glúten, gratuitas, que acontecerão durante todo o mês de maio em pontos selecionados da cidade de São Paulo, como restaurantes, lojas de produtos naturais, espaços gastronômicos e shoppings.

Mais informações do evento e inscrições no www.glutenfreebrasil.com.br