LATICÍNIOS

Tetra Pak prevê crescimento no consumo de produtos lácteos até 2020



25.07.2011 - 10:53

A quarta edição do Tetra Pak Dairy Index – estudo global que acompanha os fatos, números e tendências na indústria de laticínios - prevê um aumento de cerca de 30% no consumo global de leite e produtos lácteos líquidos. Segundo a pesquisa, a demanda global por leite branco, leite aromatizado, iogurte para beber, leite condensado, leites acidificados e leite infantil deverá crescer para cerca de 350 bilhões de litros em 2020. Este boom de consumo será impulsionado pelo crescimento econômico, a urbanização e o maior poder de compra da classe média, especialmente dos países asiáticos.

De acordo com Dennis Jönsson, Presidente e CEO da Tetra Pak, as recentes mudanças demográficas trazem novos hábitos e os consumidores se mostram cada vez mais atarefados, bem informados e preocupados com a saúde. “Nesta última década há uma procura por conveniência, qualidade e segurança. Esses fatores estimulam o consumo de leite industrializado nos países em desenvolvimento”, afirma Dennis Jönsson.

A demanda aumentará em todos os continentes no período de 2010 a 2020, com exceção da Europa Ocidental, pois a região já apresenta o maior índice do mundo de consumo per capita de leite.

O contínuo crescimento populacional na Índia, maior consumidor mundial de leite, e a crescente popularidade dos produtos lácteos líquidos na China garantem que, até o final da década, os dois países representem mais de um terço do consumo mundial. A região Ásia-Pacífico continuará a consumir mais do que o resto do mundo.

O crescente poder econômico da Índia e em outras nações asiáticas é esperado para estimular uma mudança na forma de comercialização do leite. No ano passado, cerca de 51% do leite consumido nos países em desenvolvimento foi comprado a granel. Em 2014, essa forma de venda deve diminuir e cerca de 55% do volume de leite será comercializado embalado. Até 2020 essa fatia ainda deverá aumentar para 70%.

Produtos de valor agregado que promovem a saúde, a conveniência e o bem estar podem oferecer as melhores oportunidades de crescimento nesta década para os mercados maduros da Europa Ocidental e América do Norte. Essas inovações são definitivas para manter o consumo per capita de lácteos nessas regiões até 2020.

Grandes marcas e varejistas em todo o mundo estão se comprometendo cada vez mais com a redução do desperdício e das emissões de carbono. A indústria de leite dos Estados Unidos, por exemplo, recentemente se comprometeu a diminuir sua pegada de carbono em 25% até 2020. Já a Tetra Pak anunciou recentemente que irá manter as emissões de carbono de 2010 até 2020, o que representa o equivalente a uma redução de 40% de suas emissões.

Segundo Dennis Jönsson, o crescimento econômico nos mercados emergentes tem tirado milhões de pessoas da pobreza. “Os consumidores têm mais dinheiro, são mais educados e tem novas aspirações. É claro que atender essa nova demanda por produtos lácteos será um desafio, mas também será uma oportunidade para os produtores de leite. Estou convencido de que a indústria pode aproveitar esse momento para crescer de forma sustentável e inovadora, fornecendo os produtos saudáveis, nutritivos e convenientes que as pessoas desejam," completa Dennis.