LOGÍSTICA

Abia relata prejuízos com greve dos caminhoneiros



24.05.2018 - 12:58

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informa que a greve dos caminhoneiros se agrava a cada dia com maior número de veículos com alimentos parados nos principais pontos das rodovias. São mais de 315 caminhões com alimentos perecíveis parados em estradas de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A associação não tem ainda levantamento completo dos prejuízos, mas uma das empresas associadas relata que mais de 1.100 toneladas de produtos deixaram de ser entregues a clientes. Esses atrasos devem significar perdas em torno de R$ 3 milhões. Também há impacto na produção, cortada por falta de leite que, não sendo captado nas fazendas, terá de ser descartado. Outra empresa apontou perdas de toneladas de pão fresco, paralisação de fábricas por falta de espaço para estocar produtos e desabastecimento de matérias-primas.

A Abia reconhece a legitimidade da greve dos caminhoneiros independentes, no entanto, alerta para a os riscos dos bloqueios à circulação de alimentos perecíveis, que, além do desperdício, trazem prejuízos para toda a cadeia produtiva. O setor da alimentação no Brasil reúne mais de 35 mil indústrias. A Abia entende que o movimento deve preservar o fluxo de alimentos e pede urgência nas negociações entre a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), a ABCam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) e o Governo Federal, para rápida solução da questão.