PÁSCOA

APAS estima alta de 5% no preço dos Ovos de Páscoa



18.02.2010 - 11:13

O símbolo mais tradicional da Páscoa está um pouco menos doce este ano - no preço. A Associação Paulista de Supermercados – APAS estima que os ovos de Páscoa devam aumentar em média de 5% em relação aos preços praticados no ano passado. As outras estrelas da festa, como bacalhau e azeites, não devem ter alteração nos preços.

Quanto aos chocolates, a primeira estimativa realizada em janeiro, previa alta média de 10%. Mas o aumento real para o consumidor será de apenas 5%.

A explicação para o aumento passa pela escalada no custo da saca de açúcar. A elevação do preço da principal matéria-prima dos produtos doces é consequência do mercado internacional. A quebra da safra de açúcar na Índia, que ocorreu em função das grandes secas, ocasionou uma procura maior pelo açúcar brasileiro. O valor do quilo do açúcar para o consumidor brasileiro saltou de R$ 0,99, no começo do ano passado, para R$ 2,00 no começo deste ano.

Segundo o IPS (Índice de Preços dos Supermercados), desenvolvido pela APAS em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o preço do açúcar teve alta de 67,87% em 2009. Mesmo os adoçantes subiram: 60,05% no mesmo período.

Outro fator que colabora para o aumento de preços são as lembrancinhas que recheiam os ovos, que ganham cada vez mais apelo popular, e já passaram a ser considerados os maiores atrativos para as crianças.

“Como no chocolate há pouca margem para inovação, as empresas vão tirar a diferença no recheio. A variedade, neste caso, estará nos tipos e formatos dos brindes incorporados, que acabam sendo responsáveis pela decisão na hora da compra”, observa Martinho Paiva Moreira, vice-presidente de Comunicação da APAS.

Outro aspecto que favorece a criação de novos produtos e embalagens é a Copa do Mundo, que será o tema de maior destaque neste ano. A expectativa é de que os fabricantes explorem o assunto com criatividade, tornando-o mais um atrativo na hora da escolha.

A indústria espera vender entre 7% e 10% mais que em 2009, alcançando um volume de 25.500 toneladas, o equivalente a 100 milhões de unidades. Seguindo a tendência que vem sendo apresentada nos últimos anos, os ovos menores (entre 90g e 150g) serão os primeiros a serem consumidos, somando o maior volume de vendas no encerramento do período.

O dólar subiu nas últimas semanas, mas o bacalhau importado já chegou ao Brasil, portanto, não existem produtos em trânsito que podem ser tarifados pelo preço mais elevado do dólar. Com isso, não se espera aumento desse produto para o consumidor final. As vendas deverão apresentar crescimento de 5% em comparação com o ano anterior, mas os importadores já estão prevenidos.

A opção para o consumidor que, ainda assim, achar o preço do bacalhau muito salgado é utilizar alternativas, como a Merluza, nas receitas.

Para o azeite, inseparável complemento do bacalhau, também não existe nenhuma estimativa de que o preço suba no ponto de venda nas próximas semanas. A perspectiva é de manutenção dos níveis atuais.