BEBIDAS

Lucro líquido da Ambev cresce 27,3% no trimestre



31.07.2015 - 04:36

 

A Ambev investiu cerca de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre de 2015 no Brasil. A expectativa é que a empresa encerre o ano com algo em torno do investido no ano passado, quando injetou R$ 3,1 bilhões. O valor destinado no primeiro semestre foi divido entre aumento da produtividade das cervejarias e aperfeiçoamento das operações nos centros de distribuição, além de inovações como Skol Beats Senses e Brahma 0.0%. A Ambev investiu ainda na distribuição de garrafas retornáveis que constituem uma opção mais econômica de embalagem para os consumidores.

No segundo trimestre do ano, os resultados gerais da Ambev, que contemplam operações em 17 países, foram impactados de modo positivo principalmente pela atuação fora do Brasil. Na região chamada de “América Central e Caribe”, o Ebitda normalizado reportado cresceu 77,5% na comparação com o mesmo período de 2014. Na zona “América Latina Sul”, o crescimento desse indicador foi de 116,4%. Já o Canadá apresentou aumento de 13,7%. No Brasil, o Ebitda normalizado chegou a R$ 2,5 bilhões, incremento de 8,8% sobre 2014. “Para passar essa fase de cenário macroeconômico adverso, decidimos focar no que está ao nosso alcance. Isso significa continuar investindo no Brasil, em nossas plataformas comerciais e de relacionamento com o consumidor, inovações, embalagens acessíveis, portfolio premium, entre outras iniciativas”, afirma o Vice-Presidente financeiro e de Relações com Investidores da Ambev, Nelson Jamel. De abril a junho de 2015, a Ambev vendeu 25,3 milhões de hectolitros de bebidas (cervejas + bebidas não alcoólicas) no Brasil, o que significa uma queda de 7,9%.

Entre as estratégias da Ambev para 2015 está o aumento da oferta de embalagens com preços mais acessíveis ao consumidor, como é o caso das garrafas retornáveis. O objetivo da empresa é oferecer produtos para diferentes perfis de consumidores e ocasiões de consumo. Em termos de estratégia de negócio, uma das prioridades da Ambev é o investimento em inovações. Entre as últimas novidades da empresa está o lançamento da Skol Ultra, cerveja menos calórica e que mantém as características de aroma e sabor de Skol original. Segundo a Ambev, Skol Ultra é voltada ao consumidor que está em constante movimento, buscando equilíbrio entre uma vida ativa, sem abrir mão do prazer de beber cerveja. Outro destaque a receber atenção em 2015 é o segmento premium. As vendas crescem a cada dia e hoje já respondem por 8,5% do volume total vendido pela Companhia. Um dos destaques fica por conta da Corona, cerveja mexicana que chegou ao Brasil no final de 2014 para compor o portfólio premium da Companhia. A Ambev aposta também na categoria “near beer”, como são chamadas as bebidas produzidas com base em malte. Um dos exemplos desse segmento é a Skol Beats Senses. A cerveja, lançada a menos de nove meses, já conquistou participação no mercado – a empresa não informou dados - e desempenhou importante papel no volume vendido pela companhia no trimestre.

Já o segmento de refrigerantes no segundo trimestre de 2015 foi puxado pelas vendas do Guaraná Antarctica, Guaraná Antarctica Black e Pepsi. A Ambev atingiu um recorde histórico de participação de mercado no segmento. De abril a junho, a média de market share em refrigerantes da companhia no Brasil foi de 19,6%.

 

Resultado consolidado

 

Nos 17 países onde atua, a Ambev registrou Ebitda de R$ 4,1 bilhões no segundo trimestre, com crescimento orgânico de 13,8% na comparação com o mesmo período de 2014. A receita líquida cresceu organicamente 10,3% em relação ao segundo trimestre de 2014, totalizando R$ 9,9 bilhões. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 2,8 bilhões, 27,3% a mais que o segundo trimestre de 2014.

O volume total de vendas alcançou 37,9 milhões de hectolitros de bebidas no trimestre, das quais 27,5 milhões de hectolitros de cerveja e 10,4 milhões de hectolitros de refrigeNANC (refrigerantes, bebidas não-alcóolicas e não-carbonatadas). O volume total de vendas da Companhia no período caiu 3,4%. Em cervejas, a queda foi de 3,7% e de 2,7% em refrigeNANC.

No Brasil, além do Ebitda de R$ 2,5 bilhões, a Anbev contabilizou receita líquida de R$ 5,4 bilhões, crescimento de 3,8% em relação ao segundo trimestre de 2014. O volume total de vendas no Brasil no segundo trimestre chegou a 25,3 milhões de hectolitros de bebidas, queda de 7,9% na comparação com o segundo trimestre de 2014, que havia sido beneficiado fortemente pela realização da Copa do Mundo. Do total vendido no segundo trimestre de 2015, 18,5 milhões de hectolitros foram de cerveja (queda de 8,6%) e 6,8 milhões de hectolitros foram de refrigeNANC (queda de 6%).